sexta-feira, 12 de maio de 2017

PT de Esteio marca ato de posse para dia 26

A nova direção do PT de Esteio se reuniu em sua sede, na segunda-feira (08), para tratar das formalizações de documentos e do ato de posse. O novo diretório deve ser empossado na próxima segunda-feira, dia 15. O ato de posse ficou agendado para a sexta-feira, dia 26, no Sindiplast/RS (Rua Garibaldi, 209 – Centro – Esteio). 

A reunião contou com a participação dos vereadores Luiz Duarte e Leo Dahmer, e de representantes de todas as forças organizadas em Esteio, que devem integrar a direção partidária nos próximos dois anos. O Processo de Eleições Diretas que elegeu o diretório que está tomando posse ocorreu no domingo, dia 9 de abril. Na ocasião, Leo Dahmer foi eleito presidente do PT de Esteio. Luciano Alves, que também disputou a presidência do partido, será o vice-presidente do PT na próxima gestão.

Os princípios democráticos na essência do trabalho
O novo diretório do PT de Esteio já vem realizando reuniões sistemáticas desde as definições estabelecidas no processo eleitoral de abril. Nesse período, as lideranças políticas das correntes do PT de Esteio estabeleceram a distribuição dos cargos do Diretório e da direção executiva, que determinam as responsabilidades institucionais de cada liderança do partido. A construção política que resultou deste mês de debates organizou a forma e, em parte, os métodos de trabalho para o próximo período. O acordo político dos novos gestores construiu uma direção partidária municipal específica. “O diretório municipal tem autonomia para se organizar a partir da vocação militante de seus integrantes e da sua capacidade de mobilização. Em Esteio constituímos nossa organização político-partidária por esses princípios”, explica Leo.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Emenda parlamentar garante R$ 360 mil para a segurança de Esteio

Esteio - Na tarde de segunda-feira, 08, o vereador Márcio Alemão (PT), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, reuniu com a deputada federal Maria do Rosário (PT), que anunciou a destinação de emenda parlamentar de cerca de R$ 360 mil para a segurança pública do município.

Segundo o vereador, esta nova emenda é vinculada ao governo do Estado e tem por objetivo o fortalecimento das forças de segurança pública. "Em tempos de insegurança, este recurso possibilitará a qualificação do trabalho das polícias e o retorno esperado pelos cidadãos esteienses", ressaltou Márcio Alemão.

Para Maria do Rosário, segurança é um direito essencial e o desejo é o de que os valores sejam empregados na proteção à mulher, no combate à criminalidade e para melhorar a condição dos trabalhadores da segurança pública. "Quando a bancada gaúcha decidiu por priorizar dentre as diferentes áreas, a segurança pública, destacamos Esteio como uma cidade importante para garantirmos esta emenda parlamentar. Qualificar o importante trabalho dos agentes é um dos objetivos do recurso", disse a parlamentar.

Neste ano, a parceria com a deputada garantiu além dos R$ 360 mil anunciados nesta semana para a segurança, outros R$ 100 mil na área da cultura para o financiamento de artistas locais. Também, por articulação do vereador Márcio Alemão, foi garantido o montante de R$ 262 mil, a serem investidos na pavimentação de vias da cidade.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Luiz Duarte recebe Mainard em Esteio

Reunião reforça a luta em defesa do serviço público e do patrimônio dos gaúchos

Na tarde desta quarta-feira (19), o gabinete do Vereador Luiz Duarte (PT) recebeu o Deputado Estadual Luiz Fernando Mainard (PT), que percorre o Rio Grande do Sul na defesa do serviço público e do patrimônio dos gaúchos. A visita foi acompanhada de assessores técnicos e lideranças políticas locais.

O líder da bancada petista, vereador Leo Dahmer (PT), foi convidado a participar da reunião para falar das lutas em defesa dos interesses do Rio Grande do Sul. Mainard descreveu de forma detalhada os três eixos da proposta do governador Sartori (PMDB) para os gaúchos, que atingem os setores de energia, saneamento e financeiro. "Eles querem os gaúchos de joelho para o governo Temer", desabafou Mainard.

Esteio protagonizou a maior Audiência Pública contra a reforma da previdência no plenário da Câmara de Vereadores e o diálogo entre as lideranças políticas aponta para ações em defesa do patrimônio dos gaúchos e do serviço público. "Querem vender as estatais que dão lucro para salvar a economia?", indaga Leo Dahmer, que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social. As lideranças políticas apontam para mobilizações em torno dos serviços públicos e contra as privatizações propostas por Temer e Sartori.


Vereadores cobram andamento de obra de drenagem na Bento

O vereador Márcio Alemão (PT), presidente da Comissão de Segurança, Direitos Humanos e Direitos do Consumidor solicitou esclarecimentos da Prefeitura acerca da paralisação e atraso nas obras de drenagem na rua Bento Gonçalves.

Na reunião realizada na terça-feira, 18, foi informado aos vereadores que o atraso se deve à readequação do projeto. Segundo o vereador Márcio Alemão, a comunidade está apreensiva com a chegada do período de chuvas e as intervenções que, conforme projeto, devem minimizar as chances de alagamentos na região. "Precisamos qualificar a gestão e de celeridade nas ações. Estamos praticamente entrando no quinto mês do ano e a intervenção que tem prazo para ser concluída no final de maio está parada", alertou o vereador. A obra de drenagem na rua Bento Gonçalves conta com investimento de R$ 2,45 milhão e, é um convênio do município com o governo federal.

Na Sessão Plenária também de terça, o vereador, através de requerimento para a Caixa Econômica Federal, financiadora do projeto, solicitou informações acerca do andamento dos convênios firmados com o município.

Participaram da reunião da Comissão os vereadores Leo Dahmer (PT), Sandro Severo (PSB), Harri Zanoni (PSB) e pela prefeitura municipal o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Kohlrausch e a engenheira Carla Cardias.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

PT capta mais de um milhão em recursos para a cidade

Na manhã desta terça-feira (18), a Prefeitura de Esteio confirmou as emendas parlamentares captadas para a cidade. Somente o PT destinou cerca de 1/3 da totalidade das emendas dos deputados Elvino Bohn Gass, Maria do Rosário e Marco Maia. O vereador Leo Dahmer (PT) destacou a destinação de R$ 400 mil em recursos ao Hospital São Camilo, sendo que a R$ 200 mil destinados a compra de material permanente e outros R$ 200 mil para custeio. O Poder Executivo informou que o recurso destinado ao custeio possui um valor mínimo de R$ 250 mil, situação que pode ampliar em R$ 50 mil os recursos. Outra alternativa é a destinação da totalidade dos R$ 400 mil para aquisição de materiais permanentes. Os recursos integram um montante que, segundo anúncio feito pela Prefeitura, será aplicado na compra de berços para recém nascidos, aquisição de monitores multiparâmetros, eletrocardiógrafos computadorizados, ventiladores pulmonares do tipo pressométrico e volumétrico e ostorcápios simples. 

Os recursos destinados ao Hospital São Camilo atendem o pedido feito pelo vereador Leo Dahmer ao deputado federal Elvino Bohn Gass (PT).  “Caso consigamos ampliar em R$ 50 mil para regulamentar a emenda do Hospital de acordo com os critérios estabelecidos, o PT se consolida como o partido que mais captou recursos para Esteio”, comemora Leo.  As últimas definições e ajustes devem ocorrer dia 26 de abril. Leo destaca o esforço do Partido dos Trabalhadores em captar emendas parlamentares para a cidade tendo em vista o congelamento do investimento em todas as áreas com a aprovação da PEC 55, que vai diminuir drasticamente o nível dos investimentos que vinham sendo realizados pelos governos Lula e Dilma.


PT de Esteio monta novo diretório e organiza planejamento

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Esteio realizou sua primeira reunião geral, na noite de segunda-feira (17), após a realização do Processo de Eleições Diretas de 2017. A reunião, coordenada pelo presidente eleito Leo Dahmer, teve por objetivo iniciar nos diálogos entre as forças para a montagem do Diretório Municipal e dar a partida para a organização do planejamento estratégico do partido em Esteio. 


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entender os mecanismos da crise ou bater panelas?


reprodução

A dinâmica dominante do financismo desequilibra o planeta e os Estados viraram a grande 'mama' deste grupo de gigantes financeiros.


François Morin, ex-conselheiro da Banque de France, autor de uma dezena de livros sobre a organização dos sistema financeiros, entende realmente do assunto. E escreveu agora um pequeno livro que é uma pérola, em termos de descrição de como funciona o oligopólio dos 28 gigantes financeiros do planeta. Extremamente claro e didático, com tabelas simples, explicita os mecanismos de poder que os grupos representam. E que poder! 
 
“Atores que adquiriram dimensão mundial, estes bancos se transformaram nos anos 1990 em oligopólio em razão das posições dominantes que ocupavam nos maiores mercados monetários e financeiros. Este oligopólio se transformou por sua vez em ‘oligopólio sistêmico’ quando, a partir de 2005, os bancos que o constituem abusaram das suas posições dominantes, multiplicando acordos fraudulentos. Como se surpreender, nestas condições, que face a este oligopólio sistêmico, tão novo e tão poderoso, os Estados se tenham visto ultrapassados, ou até se tenham tornado reféns?”.(115)  Já suspeitávamos? Sem dúvida, mas agora temos o detalhe da engrenagem, e vai crescendo por toda parte a indignação com o sistema, que ao mesmo tempo gera a instabilidde e dela se nutre. 
 
Na análise estão todos: JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup, HSBC, Deutsche Bank, Santander, Goldman Sachs e outros, com um balanço de mais de 50 trilhões de dólares em 2012, quando o PIB mundial é de 73 trilhões. A relação com os Estados é particularmente interessante, pois a dívida pública mundial, de 49 trilhões, está no mesmo nível que o balanço dos 28 bancos. Os Estados viraram a grande “mama” deste grupo de gigantes financeiros. (36) “Face aos Estados fragilizados pelo endividamento, o poder dos grandes atores bancários privados parece escandaloso, em particular se pensarmos que estes últimos estão, no essencial, na origem da crise financeira, logo de uma boa parte do excessivo endividamento atual dos Estados”.(35, ver tabela 16)
 
A China aparece com o Bank of China, mas no conjunto a quase totalidade é de bancos ocidentais, com forte dominância americana, e muita presença dos principais países europeus. Este oligopólio sistêmico, como o chama Morin, é portanto um instrumento de poder do Ocidente. Os 28 controlam igualmente os chamados derivativos, essencialmente especulação com variações de mercados futuros: o volume atingido em 2012 é de 720 trilhões de dólares, 10 vezes o PIB mundial. Se pensarmos que tantos países aceitaram reduzir os investimentos públicos e as políticas sociais, inclusive o Brasil, para satisfazer este pequeno mundo financeiro, não há como não ver a dimensão política que sistema assumiu.
 
Um aporte particularmente forte do livro é a análise de como este grupo de bancos vai se dotando, a partir de 1995, de instrumentos de articulação, a GFMA (Global Financial Markets Association), o IIF (Institute of International Finance), a ISDA (International Swaps and Derivatives Association), a AFME (Association for Financial Markets in Europe) e o CLS Bank (Continuous Linked Settlement System Bank). Morin apresenta em tabelas como os maiores bancos se distribuem nestas instituições. O IIF, por exemplo, “verdadeira cabeça pensante da finança globalizada e dos maiores bancos internacionais”, é um poder político assumido: “O presidente do IIF tem um status oficial, reconhecido, que o habilita a falar em nome dos grandes bancos. Poderíamos dizer que o IIF é o parlamento dos bancos, seu presidente tem quase o papel de chefe de estado. Ele faz parte dos grandes tomadores de decisão mundiais”. (61)
 
O livro ajuda muito a entender o sistema de poder que está por trás de um conjunto de deformações mundiais, que se materializam nas sucessivas crises, inclusive a crise de 2008 que ainda perdura, e facilita as nossas análises sobre os ataques especulativos recentes na Argentina, na Grécia ou Brasil.  Assim Morin complementa de forma muito rica um conjunto de estudos que surgiram ultimamente, resultado indireto da crise de 2008, e que nos permitem gradualmente entender a arquitetura e engrenagens de poder que criam o presente caos financeiro planetário. 
 
Nos últimos anos tivemos a primeira pesquisa de fundo sobre a rede mundial de controle corporativo, pelo Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica, que identificou os 147 grupos que controlam 40% do sistema corporativo mundial, sendo 75% deles bancos. Temos hoje uma visão mais clara sobre os traders, 16 grupos que controlam a quase totalidade do comércio de commodities no planeta, a quase totalidade sediados na Suíça, e responsáveis pelas dramáticas quedas recentes de preços. O Tax Justice Network, o ICIJ (consórcio mundial de jornalismo investigativo) e o próprio Economist pela primeira vez jogam um pouco de luz sobre os paraísos fiscais e as transferências internacionais ilícitas ou ilegais, identificando por exemplo cerca de 520 bilhões de dólares de fonte brasileira (cerca de 28% do PIB) e os mais de 20 trilhões em nível mundial. O Global Financial Integrity nos traz os dados sobre as fraudes internacionais em notas fiscais (misinvoicing, ou mispricing), que custam ao Brasil cerca de 2% do seu PIB a cada ano, e cerca de 60 bilhões de dólares anuais na África. 
 
O Crédit Suisse, que entende tudo de fortunas pois ajuda a administrá-las, chocou o planeta com estes números simples: 85 famílias têm um patrimônio igual ao da metade mais pobre da população mundial, resultado direto dos mecanismos financeiros. Se nos tempos de Marx a mais-valia se extraía empresa por empresa, hoje esta mais valia se extrai por meio de mecanismos globais, acima inclusive do poder regulador dos Estados.  Com estes e outros estudos, gradualmente está se levantando o véu sobre o gigante descontrolado que nos controla. 
Numeroso estudos teóricos, em particular de François Chesnais, já tinham delineado a dinâmica, e o trabalho do Piketty delineou o histórico e as consequências globais com ênfase nos países desenvolvidos. Nesta nova geração de estudos, chegamos cada vez mais perto de entender não a teoria geral da financeirização, mas sim as engrenagens do seu funcionamento, com nomes e valores.  Como se trata, e de longe, da dinâmica dominante que desequilibra o planeta, vale a pena se debruçar. Muitas coisas se tornam claras. Melhor do que usar o fígado, o ódio e as panelas, é entender realmente os mecanismos da crise que enfrentamos.