quinta-feira, 30 de abril de 2015

Em repúdio ao massacre no Paraná e pela qualidade do ensino público, 15 estados fazem greve nacional



Ao menos cinco estados brasileiros mantém estado de greve dos professores há mais de um mês. Entre eles São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Pará e o Paraná, que nesta quarta-feira (29) protagonizou um massacre aos professores que protestavam contra mudanças na previdência social. O fato gerou o repúdio nacional da categoria e deverá impulsionar a paralisação nacional desta quinta-feira (30), convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
A greve nacional deve ocorrer em 15 estados, segundo confirmação das entidades filiadas à CNTE. Os professores reivindicam garantia de direitos e melhor qualidade do ensino público no país. “Só estamos querendo que se cumpra a lei. Um dos principais focos da nossa paralisação e que sempre pauta todas as nossas lutas é o cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério”, fala o presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão.
Ao longo do dia ocorrerão assembleias de professores e protestos em Câmara Municipais, Assembleias Legislativas e pelas ruas do país. “Queremos o cumprimento dos prazos do Plano Nacional de Educação, o piso, as carreiras para educadores e funcionários de escola. Alguns estados alegam falta de recursos e não pagam o piso, outros pagam o piso e achatam as carreiras”, explica Leão.
Outros casos, como São Paulo, que tenta há 40 dias uma negociação com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), exigem o cumprimento da meta 17 do PNE, que estabelece paridade entre salários dos profissionais com formação superior. “Hoje o educador que tem a mesma formação de outro profissional que atua em outro setor do serviço público, ganha quase 50% a menos. Tem que ser uma média igual a todas as carreiras”, comenta o presidente da CNTE.
Além das pautas da categoria, a violência autorizada pelo governador Beto Richa (PSDB) no Paraná nesta quarta-feira (29) também estará na agenda de lutas desta quinta. “É um dia de unidade de todos os professores que exigem respeito a seus direitos e a sua vida. Estamos orientando as entidades a emitirem notas em repúdio à selvageria autorizada pelo governador de forma covarde e desproporcional”, avalia o presidente da CNTE.
Foto: Divulgação APP
Foto: Divulgação APP

RS não adere greve mas repudia violência contra professores do Paraná
Para a presidente do Cpers/Sindicato do Rio Grande do Sul, Helenir Schürer, o tratamento dado aos professores pelo governador do Paraná chocou o país e indignou os educadores. “Uma nação que permite um estado agir com tal violência para com aqueles que são a base de uma sociedade, está com sérios problemas. É inaceitável e esperamos que isto não ficasse impune. Se não dermos uma resposta a este episódio, nada impede que ele se repita em outros estados”, afirma.
Sobre a paralisação nacional, Helenir disse que o ato promovido no dia 24 de abril já atendeu a agenda aprovada pela categoria. Ela se solidariza com os protestos dos demais estados e também repudia qualquer relativização sobre o que ocorreu professores do Paraná. “Eu enquanto educadora fico chocada ao ouvir algumas pessoas aplaudindo a reação da polícia para agredir os trabalhadores ontem. Isto é o mesmo que vemos em sala de aula com alunos com valores completamente distorcidos. Nossa sociedade está doente”, considera.
Mais de cem pessoas ficaram feridas em cerca de uma hora e meia de repressão da polícia do governador Beto Richa (PSDB) para com os servidores que protestam desde o início da semana contra um projeto de lei que altera as regras de custeio da Paraná Previdência, no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa. O projeto promove perdas em direitos previdenciários do funcionalismo a pretexto de socorrer as finanças do estado. Os professores, em greve, estão acampados desde segunda-feira (27) no local.
Foto: Rodrigo Pinto / Jornalistas Livres
Foto: Rodrigo Pinto / Jornalistas Livres
Ex-ministra dos Direitos Humanos pede punição de Beto Richa
Foto: Leandro Taques
Foto: Leandro Taques
Após o conflito, educadores, sindicatos, políticos e parlamentares vieram a público se manifestar. Entre eles , os deputados federais Jean Wyllys (PSOL) e a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Ambos repudiaram o fato e criticaram a falta de atenção ao episódio por parte da imprensa.
“Esta não é a primeira vez que o governo Beto Richa age com violência contra os educadores que lutam por seus direitos. Também não é por acaso que em São Paulo, o governo Alckmin do PSDB, utiliza os mesmo métodos contra os professores, desconsiderando suas reivindicações e jogando sobre eles a repressão. É inaceitável o uso da violência pelas forças de segurança. O uso indiscriminado de armamentos contra manifestações públicas demonstra a vocação de um governo disposto a reprimir porque não quer dialogar. Beto Richa transpôs o limite da legalidade e promoveu uma afronta aos Direitos Humanos e deve ser responsabilizado por isso”, bradou na tribuna a deputada Maria do Rosário e pediu punição do governador.
A professora e advogada Luciana Genro (PSOL), ex-candidata à presidência, chegou a igualar Beto Richa ao líder nazista Adolf Hitler. “Os professores que reivindicam seus direitos à qualidade do trabalho, salário e previdência são massacrados pela polícia do governador. O PSOL se solidariza e entende que isto só colocará a população do Paraná ao lado dos professores e fortalecerá o espírito de luta desta categoria”, falou em vídeo gravado horas depois do conflito.
Foto: Divulgação APP
Foram 107 pessoas feridas, entre elas um integrante da CNTE e um jornalista da Band./ Foto: Divulgação APP
Foto: Divulgação APP



Via: http://www.sul21.com.br/

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Para Lula, projeto da terceirização é volta ao período pré-Vargas



Ao abrir, na noite de terça-feira (28), simpósio sobre negociações coletivas e a fase das greves na região, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou o Projeto de Lei 4.330, da terceirização, aprovado na Câmara dos Deputados, e agora no Senado, uma volta ao período pré-varguista. “É um retrocesso a antes do governo Getúlio Vargas. Estamos voltando a 1930. Eles estão tentando estabelecer uma relação de trabalho com um só vencedor, que é o patrão, e milhões de perdedores. Com essa lei, eles querem voltar a um passado em que a classe trabalhadora era tratada da forma mais perversa possível”, disse Lula.
Minutos após o encerramento do ato de abertura, em rápida conversa com jornalistas, Lula disse ter certeza de que a presidenta vetará o projeto, caso o texto também passe no Senado. “Tranquilamente a companheira Dilma vai vetar”, afirmou.
 Se é verdade que o mundo do trabalhou mudou bastante desde 1943, ano de criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não se pode, “em nome dessas mudanças, pegar a CLT e jogar fora”, acrescentou o ex-presidente, para quem a livre negociação é um bom recurso para que tem sindicatos fortes.
Para ele, o desafio é conseguir estabelecer contratos coletivos de trabalho que mantenham conquistas e contenham inovações, respeitando a realidade de cada categoria. “Eu nasci na vida sindical sendo contra a estrutura sindical do Getúlio Vargas. Agora, a verdade é a seguinte: se a gente quiser mudar, é para algo melhor. E o projeto da terceirização é pior.”
Durante pouco mais de uma hora de discurso, para uma plateia de procuradores, advogados e sindicalistas, entre eles antigos companheiros de seu tempo de dirigente metalúrgico, Lula falou detalhadamente não só sobre a greve de 41 dias no ABC, em 1980, mas das paralisações que a antecederam, a partir de 1978, ainda durante a ditadura. “Este sindicato é responsável por quase tudo que aconteceu de mudança nas relações de trabalho nos últimos 35 anos.”
Presidente do então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema de 1975 a 1981, Lula mostrou preocupação com a formação de novos dirigentes na categoria e criticou sindicalistas que se perpetuam no cargo – ressalvando que, no caso dos metalúrgicos do ABC, foi estabelecido um limite de dois mandatos por presidentes. “Hoje é mais difícil porque a luta sindical exige que eles não façam só discurso. Eles têm de propor coisas. Têm de estudar muito mais e serem propositivos.”
O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, também fez críticas ao PL 4.330, estabelecendo uma relação com o período das greves de 1978 a 1980. “A maioria dos trabalhadores (atuais) não viveu aquela época. Conhecendo a história, a gente valoriza as nossas conquistas. Se quiser preservar e criar direitos, não tem jeito. E isso é muito atual.” Segundo ele, o projeto da terceirização poderá criar empresas sem trabalhadores, ao transferir toda a produção para prestadores de serviços.
Diretor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Cesit-Unicamp), José Dari Krein vê no recente protesto das centrais contra a terceirização o mais importante ato sindical dos últimos 15 anos. “O ato não foi de grande importância para a imprensa, foi até escondido”, afirmou o professor.
O procurador-geral do Trabalho, Luís Antônio Camargo de Melo, acredita que o resultado será diferente no Senado. “Creio que a discussão estará fundada em outras premissas.”
O simpósio “Ação Coletiva, Democracia, Trabalho e Transformação Social”, que termina hoje (29), é organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos, pela Escola Superior do Ministério Público da União e pelo Ministério Público do Trabalho.
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terça-feira, 28 de abril de 2015

Ensaio sobre a exceção: PT fora da regra

A manutenção da prisão dos empresários apontados como envolvidos na corrupção da Petrobrás é uma chantagem moral destinada a forçá-los a delação premiada.

Marcos Oliveira/Agência Senado

“Conheço os homens, são todos culpados,  só que
não está escrito no livro do destino que cada um
deles venha comer aqui o seu pão.”
ANDRITCH, Ivo. Conto no livro “O Pátio Maldito e Quatro Contos”.  


1.     Exceção e conjuntura
 
Está em andamento no Brasil um estado de exceção “não declarado” que, se é verdade que hoje é estimulado pelas contingências da luta política, pode se tornar permanente e fazer brotar uma nova leitura dos princípios constitucionais da presunção da inocência e do princípio da igualdade perante a lei. Mais tarde ele poderá se voltar inclusive contra os que hoje festejam o seu exercício, pois a exceção cria no Estado nichos de poder irregular que adquirem vida própria e se projetam muito além dos desejos oportunistas do presente.  
 
O Estado de Exceção e mesmo a "exceção", sem declaração fundada em norma, é viabilizada pela flexibilidade da ordem constitucional democrática. Tanto a exceção declarada, como a não declarada, operam sobre as instituições do Estado, moldando-as para se moverem fora da normalidade na aplicação das regras legais. Embora a exceção seja um componente residual no funcionamento diário de qualquer Estado, ela pode se tornar um grave sintoma, quando “fura” as margens de arbítrio, que a interpretação concede aos Juízes e aos demais agentes da administração pública.
 
Na exceção, os campos do saber se confundem de tal forma que, se for tratada só juridicamente ou só por critérios políticos puros, ela não se apresentará por inteiro à compreensão comum. Talvez a "exceção" seja a categoria do "Direito" mais diretamente "política", e a categoria da "política" mais diretamente jurídica, pois nas democracias estabilizadas as margens da exceção “não declarada” são mais estreitas, enquanto as margens da exceção que “é declarada”, conforme a Constituição, são mais legítimas. Em ambos os casos é a instância da política que as acelera ou as retarda.
 
Nem toda a “flexão”, porém, é “exceção”. Quando há uma "flexão" na ordem jurídica, para estabelecer um novo vínculo entre a vontade do aplicador da norma e a força adquirida pela sua autoridade (e ela se torna aplicável de forma não discriminatória) o Estado de Direito pode avançar para a materialização das suas normas programáticas, permitindo que os princípios da constituição desçam à vida comum.
 
A aceitação das “políticas de cotas” pelo STF e a “demarcação contínua” das terras indígenas são exemplos desta possibilidade. Em ambos os casos ocorreram flexões da ordem jurídica. Embora não constituíssem “exceção”, releram o texto constitucional e deram vitalidade a princípios.   Quando esta "flexão", porém   - ainda que feita de maneira pontual -   tende a permitir decisões onde setores do Judiciário, Polícia Judiciária e Ministério Público (monitorados externamente pela mídia)  formam um conjunto repressivo-sancionatório informal   - privilegiando uma “parte” no confronto político -,   temos o início de uma "exceção não declarada".
 
A manutenção da prisão do grupo de empresários apontados como envolvidos nos casos de corrupção da Petrobrás, hoje já configura uma chantagem moral do Sistema de Justiça, destinada a forçá-los a delações premiadas. O inquisitório é baseado em confissões negociadas, com procedimentos que jamais foram aceitos em processos semelhantes, combinados com um ativismo judicial “sui generis”.
 
As manifestações públicas, como as que são feitas pelo Juiz Moro, que amplia ilegalmente a sua jurisdição para todo o país e, conscientemente, orienta depoimentos para que os processos não se desloquem para fora da sua competência; os reptos das autoridades da Polícia Judiciária, a respeito da conduta de indiciados, denunciados, interrogados ou simplesmente suspeitos, num verdadeiro adiantamento da jurisdição punitiva (pela execração pública), que não respeita a presunção da inocência e fulmina o princípio da igualdade perante o devido processo legal; a manifestação pública do Magistrado, adiantando a convicção de culpa dos investigados(as) (como no caso da cunhada de Vaccari), indicam um acelerado processo de desmontagem da legalidade penal, à beira da formação de um República do Galeão “pós-moderna”: um nicho de poder “excepcional”, que tenta comandar a política e o Direito, seleciona os seus alvos segundo a sua compreensão do justo e do injusto, fora das leis, e o faz com pretensão de legitimidade, já como corregedores da Democracia, auto-investidos sem licença do Parlamento.
 
 
2.     Teoria jurídica da exceção.
 
A incriminação em grupo - com indeterminação coletiva de culpados - que é separado da sociedade civil, tem precedentes na história jurídica e políticado país somente contra os comunistas na época da Guerra Fria, em momentos de exceção, ali também configurados como atos de poder sem apoio de normas constitucionais legítimas.
 
Carl Schmitt argumenta que, para o Direito poder existir, o soberano deve poder  "suspender" o Direito, independentemente de norma que lhe autorize, porque ele   - Soberano -    é a fonte de toda legitimidade, seja em tempos de funcionalidade normal da ordem, seja em tempos excepcionais. Para Schmitt, a regra existe porque se sustenta no poder de fazer a exceção e só a existência e o uso da exceção, garantem a subsistência da normalidade. Schmitt, à época falava do Soberano como o Chefe de Estado Executivo - Hitler -,  no seu famoso "O Führer comanda o Direito". É inaceitável que o Poder Judiciário brasileiro tenha dado curso a um processo semelhante, já altamente politizado.
 
Nestes casos ocorre o que Schmitt argui como a “essência” da relação do Direito com o Estado, pois para ele a “essência” do direito, apresenta-se por inteiro como capacidade de “promover a exceção”. Torna-se, a exceção, segundo ele, alheia à Constituição formal, mas fiadora da sua existência. Isso ocorre, segundo Schmitt, porque a autoridade do Soberano não precisa do Direito para criar o Direito: ou seja, para criar a própria "exceção". Basta poder fazer o direito: ter a capacidade prática de decidir. Mandar.
 
 
Instituída a "exceção" - declarada abertamente ou infiltrada de fato na ordem democrática - ela estabiliza novas formas de interpretação das leis, modifica o comportamento técnico das instituições existentes e se torna, portanto, direito eficaz.  Assim, ou ela - a exceção “não declarada” - faz o Estado avançar para a ditadura plena, livre de qualquer trava jurídica democrática, ou é revogada pela força normativa da constituição democrática. Ou, ainda, é desconstituída pelo povo - o Soberano na democracia moderna - pela reforma ou pela revolução.
 
Diferentemente de situações precedentes, a operacionalização da exceção conta hoje com todo um aparato midiático, oligopolizado e altamente centralizado em termos políticos, externo formalmente ao Estado. Este aparato divulga, sanciona, e, ao mesmo tempo, acompanha e integra a “luta” contra a corrupção: "adianta" sentenças e forma juízos na subjetividade popular. Cria um maior ou menor “clamor público” , segundo quem são os investigados ou os preservados. Promovem Magistrados, Procuradores e Policiais, a heróis ou vilões, a partir da sua consciência específica do que é justo. Combinam o ataque judicial-midiático, cada vez mais voltado para grupos indeterminados de pessoas, com pretensões punitivas cada vez menores, no processo, e cada vez maiores no plano da política.
 
Neste contexto, os Magistrados adiantam opiniões sobre a conduta de indiciados que já são verdadeiras sentenças; Procuradores tornam públicas provas "conclusivas", que são apelos públicos à condenação; Policiais emitem opiniões sobre a veracidade ou não de depoimentos. E já aparecem "quedas de braço", públicas, entre Policiais Federais e Procuradoria, que começam a minar o andamento dos processos. Neles, o inquisitório se torna cada vez menos individualizado e mais direcionado a partidos, grupos empresariais e sindicais, empresas públicas ou privadas, diluindo a pretensão de punição penal no Estado de Direito, que deve incidir sobre indivíduos com responsabilidade penal, mas aumentando a performance política dos inquisidores.
 
 
3.     Midiatização penal e democracia.
 
A "midiatização penal" (Zaffaroni) cria Juízes e Procuradores de "primeira" e de "segunda categoria",  na opinião pública. Os de “primeira categoria” são aqueles que cumprem o "script" ideologizado dos comentaristas políticos, que entendem muito de política (pela direita) e nada de Direito (pela Constituição). Como consequência, ao invés do processo penal ser, também, um processo educativo, transforma-se em instrumento de luta política vulgar: "Sonegação não é crime, é legítima defesa!", já defendem manifestantes da extrema direita nas ruas. 
 
Robert Alexy salientou que “o juiz ao decidir, não pode se escorar só no direito posto”. Deve selecionar elementos de convicção na moral, para cada processo exemplar tornar-se momento de validação do Direito. É fundamental  - para a análise da “exceção não declarada” - verificar como esta convicção moral cria força para dar materialidade jurídica e política à exceção, vinculando-a ou não aos princípios da soberania democrática.
 
Este vínculo é um vínculo de vontade - deformada ou não pelo arbítrio - que se impõe como autoridade. Esta vontade escora-se, ou não, no direito existente. Mas, como “exceção”, deve ter o poder de incluir - seja na ordem democrática, seja numa ordem não democrática - comandos, através de decisões que alteram o sentido das normas. É o que ocorre hoje com a revogação concreta do princípio da presunção da inocência e com o uso da delação premiada, que gera profundas desigualdades dos futuros reus perante a lei.
 
4.     O PT na exceção.
 
Não se tire a conclusão que pessoas ligadas ou não ao PT, por estarem sendo alvo de persecução criminal, é que atestam a existência da exceção “não declarada”. O que mostra a sua existência é a seletividade e quase exclusividade da demonização da política e dos partidos, em maior ou menor grau.
 
Embora a exceção tenha como um Partido de esquerda, cujos erros criaram a condições políticas que incentivaram estes movimentos, na verdade este processo visa fins políticos mais amplos, que apenas incidentalmente se vinculam à corrupção, como ocorreu contra Vargas, Juscelino, Jango. O que se disputa é futuro democrático do país, mais aberto, social e plebeu, ou mais elitizado, fechado e elitista. Não é surpreendente o desgosto dos velhos privilégios, através dos seus agentes políticos, na mídia e fora dela, como correntes avessas a que a democracia se torne mais “social” e menos elitista.
 
Vários quadros do PT tem o que responder perante a Justiça e devem responder, para a própria sanidade política do Partido e para a sua futura reconstrução. As discriminações ora feitas, porém, têm outro efeito. Considerando que a corrupção – esta “velha Senhora” - está em todas as classes e em todas as instituições - em partes maiores ou menores -  o que está se promovendo em função do processo discriminante contra o PT, é a manutenção da corrupção sistêmica, que está integrada no âmago da acumulação do capital e por ele é estimulada cotidianamente.
 
Isso pode ser comprovado pelas informações que circulam com discrição na própria mídia, que mostram como alguns setores hegemônicos do empresariado aparelham o Estado, não só acordando com partes de vários partidos políticos e partes da alta burocracia estatal, para proteger os seus negócios, mas também para se fortalecerem nos momentos de crise.
 
O que preocupa, portanto, não é principalmente a "extinção", ou não, do PT, que está na mira da direita fascista do país e dos seus aliados liberal-democráticos, todos eles muito impolutos, certamente, e demasiadamente honestos. Independentemente do tamanho menor, ou maior,  que o PT saia deste ciclo, a esquerda voltará a se fortalecer. Ela corresponde a um anseio de igualdade e emancipação humana, que nem o nazismo, ou o stalinismo, com a sua burocracia policial gigantesca, ou ainda as ditaduras latino-americanas conseguiram eliminar.
 
O que preocupa é que a "exceção não declarada" se projeta como uma metástase fantástica  nos processos judiciais altamente politizados, bloqueando o direito de defesa e também fortalecendo a corrupção sistêmica.  A oportunidade que se abre é de combate à corrupção, não só presente na política e nos partidos –como sempre ocorreu- mas de um combate frontal à corrupção do sistema político como um todo, que transforma a política num alongamento da força do dinheiro.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Santa Paciência, Sartori

Por Antônio Escosteguy Castro
A semana havia sido terrível, com algumas declarações infelizes , como a do Banrisul “ sem escrúpulos” e outras catastróficas, como o Secretário de Segurança culpando as mães que trabalham fora de casa pelo incremento das criminalidade.
Era de se esperar alguma reação e esta viria, como sempre , através da imprensa oficiosa. As páginas da Zero Hora são o palco político preferido do Governo do Rio Grande. Toda iniciativa começa por ali. Não deu outra. Passou o feriado e manchete de capa.
O Piratini vai pedir ao Banco Mundial uma Consultoria para mudar o marco regulatório das Parcerias Público-Privadas (PPPs) para depois lançá-las. Cruzes! A intenção da intenção da intenção. E vira manchete de capa!
Já não é muito seguro escorar um projeto de desenvolvimento para o estado em PPPs, mormente quando estamos num momento econômico recessivo. O empresariado não tem sido generoso em investimentos e investir junto com o estado requer ainda mais cautelas. A chance de que um número expressivo de PPPs viessem a amadurecer no Rio Grande nos próximos anos já era pequena . Como ficará quando agora foi anunciado que vai ser contratada uma consultoria para mudar o marco regulatório e só então lançar os projetos? Alguém lembrou da expressão “ ficar para as calendas gregas”?
No campo da paranoia política pode-se até ler nas entrelinhas das declarações do governo a defesa de alguns movimentos muito polêmicos, como dar para a iniciativa privada o filé do saneamento (o tratamento de esgotos) ou da energia (a geração de eletricidade). Mas mesmo isto fica apenas subentendido. Ninguém tem a coragem de propor em voz alta , ainda que para o debate.
Já não é mais socialmente suportável a inação e a paralisia do Governo do Rio Grande. Sartori parece ter abdicado de toda vocação de liderar o estado. Tem se dedicado integralmente a achar um culpado para a crise que não é capaz de enfrentar. Primeiro tentou culpar Tarso Genro. Não deu certo. Agora quer culpar o Governo Dilma, se não lhe forem alcançados os valores necessários para que consiga pagar a folha em dia. Se toda a energia despendida nestes movimentos e na fracassada Caravana da Transparência fosse destinada a apresentar projetos para o estado certamente algum já teria surgido.
O Governo do Estado tem a obrigação de pelo menos apresentar um projeto para o desenvolvimento do estado num complicado momento econômico conjuntural e no bojo de uma crise financeira histórica. Não pode se limitar a gerenciar a folha de pagamento. Já passou o tempo de avaliar a situação, tomar o pé da dívida e outros que-tais.
Santa Paciência, Sartori. Comece a governar.
Antônio Escosteguy Castro é advogado.
Via: http://www.sul21.com.br/

Todos os nomes: quais deputados votaram a favor e contra a terceirização

Da Carta Capital
A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira 22, por 230 votos a favor e 203 contra, emenda aglutinativa alterando alguns pontos do projeto que regulamenta a terceirização, o PL 4.330/04. A emenda manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim, o que permite que empresas possam subcontratar para todos seus setores de atividade.
A emenda foi aprovada com apoio de partidos como, por exemplo, PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, entre outros, enquanto que PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol ficaram contrários à proposta. A seguir, um mapa voto a voto, iniciando pelos gaúchos. Procure seu deputado.
Os votos dos gaúchos:
A favor da terceirização (13)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Darcísio Perondi (PMDB)
José Fogaça (PMDB)
Mauro Pereira (PMDB)
Afonso Hamm (PP)
Covatti Filho (PP)
Jerônimo Goergen (PP)
José Otávio Germano (PP)
Luis Carlos Heinze (PP)
Renato Molling (PP)
Nelson Marchezan Junior (PSDB)
Luiz Carlos Busato (PTB)
Sérgio Moraes (PTB)
Contra (15)
João Derly (PCdoB)
Afonso Motta (PDT)
Giovani Cherini (PDT)
Pompeo de Mattos (PDT)
Osmar Terra (PMDB)
Heitor Schuch (PSB)
Jose Stédile (PSB)
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD)
Bohn Gass (PT)
Fernando Marroni (PT)
Marco Maia (PT)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Paulo Pimenta (PT)
Ronaldo Nogueira (PTB)
E a lista completa, conforme lista disponível no site da Câmara dos Deputados:
DEM
Alexandre LeiteSPSim
Carlos MellesMGSim
Claudio CajadoBASim
Eli Côrrea FilhoSPSim
Elmar NascimentoBANão
Hélio LeitePASim
Jorge Tadeu MudalenSPSim
José Carlos AleluiaBASim
MandettaMSNão
Marcelo AguiarSPSim
Mendonça FilhoPESim
Moroni TorganCENão
Onyx LorenzoniRSSim
Osmar BertoldiPRSim
Paulo AziBASim
Professora Dorinha Seabra RezendeTONão
Total DEM: 16
PCdoB
Alice PortugalBANão
Aliel MachadoPRNão
Carlos Eduardo CadocaPENão
Daniel AlmeidaBANão
Davidson MagalhãesBANão
Jandira FeghaliRJNão
Jô MoraesMGNão
João DerlyRSNão
Luciana SantosPENão
Orlando SilvaSPNão
Rubens Pereira JúniorMANão
Wadson RibeiroMGNão
Total PCdoB: 12
PDT
Abel Mesquita Jr.RRNão
Afonso MottaRSNão
André FigueiredoCENão
DagobertoMSNão
Damião FelicianoPBNão
Félix Mendonça JúniorBASim
Flávia MoraisGONão
Giovani CheriniRSNão
Major OlimpioSPNão
Marcelo MatosRJNão
Marcos RogérioRONão
Mário HeringerMGSim
Pompeo de MattosRSNão
Roberto GóesAPNão
Ronaldo LessaALNão
Sergio VidigalESNão
Subtenente GonzagaMGNão
Weverton RochaMANão
Wolney QueirozPENão
Total PDT: 19
PEN
André FufucaMASim
Junior MarrecaMANão
Total PEN: 2
PHS
Adail CarneiroCENão
Diego GarciaPRNão
Kaio ManiçobaPESim
Marcelo AroMGSim
Total PHS: 4
PMDB
Alberto FilhoMASim
Aníbal GomesCESim
Baleia RossiSPSim
Cabuçu BorgesAPSim
Carlos BezerraMTSim
Carlos Henrique GaguimTOSim
Carlos MarunMSSim
Celso JacobRJSim
Celso MaldanerSCSim
Celso PanseraRJSim
Daniel VilelaGOSim
Danilo ForteCESim
Darcísio PerondiRSSim
Dulce MirandaTONão
Edinho BezSCSim
Edio LopesRRSim
Eduardo CunhaRJArt. 17
Fernando JordãoRJSim
Flaviano MeloACSim
Geraldo ResendeMSSim
Hermes ParcianelloPRNão
Hildo RochaMANão
Hugo MottaPBSim
Jarbas VasconcelosPENão
Jéssica SalesACSim
João ArrudaPRNão
João Marcelo SouzaMASim
José FogaçaRSSim
José PriantePASim
Josi NunesTONão
Laudivio CarvalhoMGNão
Lelo CoimbraESSim
Leonardo PiccianiRJSim
Leonardo QuintãoMGSim
Lindomar GarçonROSim
Lucio MosquiniROSim
Manoel JuniorPBSim
Marcelo CastroPISim
Marcos RottaAMSim
Marinha RauppROSim
Marquinho MendesRJSim
Marx BeltrãoALNão
Mauro LopesMGSim
Mauro MarianiSCSim
Mauro PereiraRSSim
Newton Cardoso JrMGSim
Osmar SerraglioPRSim
Osmar TerraRSNão
Pedro ChavesGOSim
Rodrigo PachecoMGNão
Rogério Peninha MendonçaSCSim
Ronaldo BenedetSCSim
Roney NemerDFNão
Saraiva FelipeMGSim
Sergio SouzaPRSim
Silas BrasileiroMGSim
Simone MorgadoPANão
Soraya SantosRJSim
Valdir ColattoSCSim
Veneziano Vital do RêgoPBNão
Walter AlvesRNSim
Washington ReisRJSim
Total PMDB: 62
PMN
Antônio JácomeRNNão
Dâmina PereiraMGSim
Hiran GonçalvesRRNão
Total PMN: 3
PP
Afonso HammRSSim
Arthur LiraALSim
Beto RosadoRNSim
Cacá LeãoBASim
Conceição SampaioAMNão
Covatti FilhoRSSim
Dilceu SperaficoPRSim
Dimas FabianoMGSim
Eduardo da FontePESim
Esperidião AminSCSim
Ezequiel FonsecaMTSim
Fernando MonteiroPESim
Iracema PortellaPISim
Jerônimo GoergenRSSim
José Otávio GermanoRSSim
Julio LopesRJSim
Lázaro BotelhoTOSim
Luis Carlos HeinzeRSSim
Luiz Fernando FariaMGSim
Marcelo BelinatiPRNão
Marcus VicenteESSim
Mário Negromonte Jr.BASim
Missionário José OlimpioSPSim
Nelson MeurerPRNão
Odelmo LeãoMGSim
Renato MollingRSSim
Ricardo BarrosPRSim
Roberto BalestraGOSim
Roberto BrittoBASim
Ronaldo CarlettoBASim
Sandes JúniorGOSim
Total PP: 31
PPS
Alex ManenteSPSim
Arnaldo JordyPANão
Carmen ZanottoSCSim
Eliziane GamaMANão
Hissa AbrahãoAMNão
Marcos AbrãoGOSim
Moses RodriguesCENão
Raul JungmannPENão
Roberto FreireSPSim
Rubens BuenoPRSim
Sandro AlexPRSim
Total PPS: 11
PR
Alfredo NascimentoAMNão
Altineu CôrtesRJSim
Anderson FerreiraPENão
Bilac PintoMGSim
Cabo SabinoCENão
Capitão AugustoSPSim
Clarissa GarotinhoRJNão
Dr. JoãoRJSim
Francisco FlorianoRJNão
GiacoboPRSim
Gorete PereiraCESim
João Carlos BacelarBASim
Jorginho MelloSCSim
José RochaBANão
Laerte BessaDFSim
Lincoln PortelaMGNão
Lúcio ValePASim
Luiz CláudioROAbstenção
Magda MofattoGOSim
Marcio AlvinoSPSim
Maurício Quintella LessaALSim
Miguel LombardiSPSim
Milton MontiSPSim
Paulo FeijóRJSim
Remídio MonaiRRSim
Silas FreirePINão
TiriricaSPNão
Wellington RobertoPBNão
Zenaide MaiaRNNão
Total PR: 29
PRB
Alan RickACSim
André AbdonAPNão
Beto MansurSPSim
Celso RussomannoSPNão
César HalumTOSim
Cleber VerdeMANão
Fausto PinatoSPSim
Jhonatan de JesusRRAbstenção
Jony MarcosSENão
Marcelo SquassoniSPSim
Ronaldo MartinsCEAbstenção
Sérgio ReisSPNão
Total PRB: 12
PROS
Ademir CamiloMGNão
Antonio BalhmannCESim
Beto SalamePANão
Domingos NetoCENão
Dr. Jorge SilvaESNão
Givaldo CarimbãoALNão
Leônidas CristinoCENão
Miro TeixeiraRJNão
Rafael MottaRNNão
Ronaldo FonsecaDFSim
Valtenir PereiraMTNão
Total PROS: 11
PRP
Alexandre ValleRJNão
Marcelo Álvaro AntônioMGNão
Total PRP: 2
PRTB
Cícero AlmeidaALNão
Total PRTB: 1
PSB
Adilton SachettiMTSim
Átila LiraPINão
BebetoBANão
César MessiasACSim
Fabio GarciaMTSim
Fernando Coelho FilhoPESim
FlavinhoSPNão
Glauber BragaRJNão
Gonzaga PatriotaPENão
Heitor SchuchRSNão
Heráclito FortesPISim
Janete CapiberibeAPNão
João Fernando CoutinhoPENão
José ReinaldoMASim
Jose StédileRSNão
Júlio DelgadoMGSim
Keiko OtaSPNão
Leopoldo MeyerPRSim
Luciano DucciPRNão
Luiz Lauro FilhoSPSim
Luiza ErundinaSPNão
Maria HelenaRRNão
Paulo FolettoESSim
Rodrigo MartinsPINão
Stefano AguiarMGNão
Tadeu AlencarPENão
Tenente LúcioMGSim
Tereza CristinaMSSim
Vicentinho JúniorTOSim
Total PSB: 29
PSC
Andre MouraSESim
Eduardo BolsonaroSPSim
Erivelton SantanaBANão
Irmão LazaroBANão
Júlia MarinhoPASim
Marcos ReateguiAPNão
Pr. Marco FelicianoSPNão
Professor Victório GalliMTSim
Raquel MunizMGSim
Silvio CostaPESim
Total PSC: 10
PSD
Alexandre SerfiotisRJNão
Átila LinsAMSim
Cesar SouzaSCSim
Danrlei de Deus HinterholzRSNão
Delegado Éder MauroPANão
Evandro Rogerio RomanPRSim
Fábio FariaRNSim
Fábio MitidieriSESim
Felipe BornierRJSim
Fernando TorresBANão
Francisco ChapadinhaPASim
GoulartSPSim
Herculano PassosSPSim
Heuler CruvinelGOSim
Indio da CostaRJSim
Irajá AbreuTOSim
Jaime MartinsMGSim
João RodriguesSCSim
Joaquim PassarinhoPASim
José Carlos AraújoBASim
Júlio CesarPINão
Marcos MontesMGSim
Paulo MagalhãesBANão
Rogério RossoDFAbstenção
Rômulo GouveiaPBSim
Silas CâmaraAMSim
Sóstenes CavalcanteRJSim
Walter IhoshiSPSim
Total PSD: 28
PSDB
Alexandre BaldyGOSim
Alfredo KaeferPRSim
Antonio ImbassahyBASim
Arthur Virgílio BisnetoAMSim
Betinho GomesPENão
Bonifácio de AndradaMGSim
Bruna FurlanSPSim
Bruno AraújoPESim
Bruno CovasSPSim
Caio NarcioMGSim
Carlos SampaioSPSim
Célio SilveiraGOSim
Daniel CoelhoPENão
Delegado WaldirGONão
Domingos SávioMGSim
Eduardo BarbosaMGSim
Eduardo CurySPSim
Fábio SousaGOSim
Geovania de SáSCNão
Giuseppe VecciGOSim
IzalciDFSim
João CasteloMASim
Lobbe NetoSPNão
Luiz Carlos HaulyPRSim
Mara GabrilliSPNão
Marco TebaldiSCSim
Marcus PestanaMGSim
Max FilhoESNão
Miguel HaddadSPSim
Nelson Marchezan JuniorRSSim
Nilson LeitãoMTSim
Nilson PintoPASim
Otavio LeiteRJSim
Paulo Abi-AckelMGSim
Pedro Cunha LimaPBNão
Pedro VilelaALSim
Raimundo Gomes de MatosCENão
RochaACNão
Rogério MarinhoRNSim
Samuel MoreiraSPSim
ShéridanRRSim
Silvio TorresSPSim
Vitor LippiSPSim
Total PSDB: 43
PSDC
Aluisio MendesMASim
Luiz Carlos RamosRJSim
Total PSDC: 2
PSOL
Cabo DacioloRJNão
Chico AlencarRJNão
Edmilson RodriguesPANão
Ivan ValenteSPNão
Jean WyllysRJNão
Total PSOL: 5
PT
Adelmo Carneiro LeãoMGNão
Afonso FlorenceBANão
Alessandro MolonRJNão
Ana PeruginiSPNão
Andres SanchezSPNão
AngelimACNão
Arlindo ChinagliaSPNão
Assis CarvalhoPINão
Assis do CoutoPRNão
Benedita da SilvaRJNão
Beto FaroPANão
Bohn GassRSNão
CaetanoBANão
Carlos ZarattiniSPNão
Chico D AngeloRJNão
Décio LimaSCNão
Enio VerriPRNão
Erika KokayDFNão
Fabiano HortaRJNão
Fernando MarroniRSNão
Gabriel GuimarãesMGNão
Givaldo VieiraESNão
Helder SalomãoESNão
João DanielSENão
José Airton CiriloCENão
José GuimarãesCENão
José MentorSPNão
Leo de BritoACNão
Leonardo MonteiroMGNão
Luiz CoutoPBNão
Luiz SérgioRJNão
Luizianne LinsCENão
Marco MaiaRSNão
MarconRSNão
Margarida SalomãoMGNão
Maria do RosárioRSNão
Merlong SolanoPINão
Moema GramachoBANão
Nilto TattoSPNão
PaulãoALNão
Paulo PimentaRSNão
Paulo TeixeiraSPNão
Pedro UczaiSCNão
Professora MarcivaniaAPNão
Reginaldo LopesMGNão
Rubens OtoniGONão
Ságuas MoraesMTNão
Sibá MachadoACNão
Valmir AssunçãoBANão
Valmir PrascidelliSPNão
Vander LoubetMSNão
Vicente CandidoSPNão
VicentinhoSPNão
Waldenor PereiraBANão
Weliton PradoMGNão
Zé CarlosMANão
Zé GeraldoPANão
Zeca do PtMSNão
Total PT: 58
PTB
Alex CanzianiPRSim
Antonio BritoBASim
Arnaldo Faria de SáSPNão
Arnon BezerraCESim
Cristiane BrasilRJSim
DeleyRJNão
Eros BiondiniMGNão
Jorge Côrte RealPESim
Josué BengtsonPASim
Jovair ArantesGOSim
Jozi RochaAPSim
Luiz Carlos BusatoRSSim
Nelson MarquezelliSPSim
Nilton CapixabaROSim
Pedro FernandesMANão
Ricardo TeobaldoPENão
Ronaldo NogueiraRSNão
Sérgio MoraesRSSim
Walney RochaRJSim
Wilson FilhoPBNão
Zeca CavalcantiPENão
Total PTB: 21
PTC
BrunnyMGNão
Uldurico JuniorBANão
Total PTC: 2
PTN
BacelarBANão
Christiane de Souza YaredPRNão
Delegado Edson MoreiraMGSim
Renata AbreuSPSim
Total PTN: 4
PV
Dr. Sinval MalheirosSPNão
Evair de MeloESSim
Evandro GussiSPSim
Fábio RamalhoMGSim
LeandrePRSim
Sarney FilhoMANão
Victor MendesMASim
William WooSPSim
Total PV: 8
Solidaried
Arthur Oliveira MaiaBASim
Augusto CarvalhoDFNão
Augusto CoutinhoPESim
Benjamin MaranhãoPBSim
Carlos ManatoESSim
Elizeu DionizioMSSim
Expedito NettoRONão
Genecias NoronhaCESim
JHCALNão
Laercio OliveiraSESim
Lucas VergilioGOSim
Paulo Pereira da SilvaSPSim
Zé SilvaMGSim
Total Solidaried: 13