23 DE SETEMBRO
Oliboni propõe ação contra Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Meninas
Ana Júlia Tiellet - MTE 12758 | PT - 14:50-23/09/2013 - Foto: Karine Viana
Ana Júlia Tiellet - MTE 12758 | PT - 14:50-23/09/2013 - Foto: Karine Viana
Hoje, 23 de setembro, é o Dia Internacional contra a
Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Meninas, data reconhecida
pela Organização das Nações Unidas e destacada em diversos estados
brasileiros. Neste ano, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul estará
inserido nesta mobilização. A iniciativa é da Frente Parlamentar em
Defesa das Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo deputado Aldacir
Oliboni (PT), em parceria com o Núcleo Estadual de Enfrentamento ao
Tráfico de Pessoas do RS. A partir desta segunda-feira, serão divulgadas
informações sobre o tema, com foco no público das redes sociais. O
trabalho culmina no domingo (29), com ação de intervenção cênica e
distribuição de materiais informativos, no Parque da Redenção, a partir
das 10h30.
O tráfico de pessoas ainda é crime de difícil
caracterização e comprovação, no entanto, muitas vezes pode estar por
trás de casos de desaparecimento, o que motiva a ação da Frente
Parlamentar. “Precisamos chamar atenção para este tema. Estamos falando
de algo que é extremamente lucrativo para os criminosos, envolve redes
internacionais e consiste na violação de direitos humanos. Estamos
falando de exploração sexual, abuso, adoções ilegais e até mesmo tráfico
de órgãos. É algo muito mais próximo de nós do que uma novela e o
Estado deve ser atuante”, argumenta Oliboni.
O CRIME - O Tráfico de Pessoas é um crime que
envolve outras práticas criminosas como a exploração de mão de obra
escrava, exploração sexual comercial além de quadrilhas transnacionais
especializadas em remoção de órgãos. É apontado como uma das atividades
criminosas mais lucrativas do mundo e vitima cerca de 2,5 milhões de
pessoas, movimentando, aproximadamente, 32 bilhões de dólares por ano.
De acordo com a ONU, a exploração sexual é a forma de tráfico de pessoas
com maior frequência (79%), seguida do trabalho forçado (18%),
atingindo, especialmente, crianças, adolescentes e mulheres.
Os dados mais consistentes sobre Tráfico de Pessoas
no Brasil estão na Pesquisa Nacional sobre o Tráfico de Mulheres,
Crianças e Adolescentes (Pestraf/2002), e no relatório (2011) do
Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos e da Secretaria de
Políticas para as Mulheres. Em 2005, a partir da Pestraf, foi realizada
pesquisa sobre ocorrências, inquéritos e condenações por tráfico de
seres humanos, com recorte especial sobre o Rio Grande do Sul. Conforme
análise, há pelo menos 28 rotas de tráfico nacional e internacional de
pessoas que cruzam o território gaúcho, dentre as 241 existentes no
Brasil. As regiões de Fronteira, especialmente Uruguaiana; da Serra, com
destaque para Caxias do Sul e Bento Gonçalves; região Metropolitana e,
ainda, Passo Fundo aparecem com maior incidência.
AÇÃO ESTADUAL - Em agosto deste ano, o Tráfico
de Pessoas foi debatido em audiência pública sobre pessoas
desaparecidas, proposta pelo deputado Oliboni, na Comissão de Cidadania e
Diretos Humanos, na Assembleia Legislativa. Na ocasião, representante
do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apresentou a
campanha internacional da Organização contra o tráfico de pessoas
intitulada Coração Azul. A audiência indicou a adesão oficial do Rio
Grande do Sul à campanha, o que deve acontecer ainda em 2013.
O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
(Nept/RS), ligado ao programa RS na Paz, na Secretaria Estadual de
Segurança Pública (SSP/RS), é a instância que trabalha o tema em nível
estadual a partir do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de
Pessoas, aprovado em 2006. Ainda assim, a discussão em nível
governamental no RS começou apenas em 2011, por meio da criação do Nept.
O Núcleo conta com um Grupo de Trabalho composto por órgãos e
instituições do governo e não-governamentais.
© Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas.
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