Agenda internacional da semana: 25 de novembro a 1º de dezembro
O destaque da semana é a repercussão do acordo em Genebra entre o Grupo dos 5 mais um (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) e o Irã.

O destaque da semana é a repercussão do acordo em Genebra entre o Grupo dos 5 mais um (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) e o Irã sobre a contenção do programa nuclear deste último, em troca do levantamento de algumas das sanções econômicas contra o país. Contas com fundos de vendas de petróleo serão desbloqueadas, o Irã poderá voltar a fazer operações internacionais de produtos petroquímicos, autopeças e peças para aviões, entre outras mercadorias – é bom não esquecer que o Irã é o maior fornecedor individual de pistache para a União Europeia.
Benjamin Netanyahu protestou violentamente contra o acordo, mas mesmo o jornal israelense Haaretz aponta em análise de tom editorial que o líder do governo israelense atingiu seu perigeu (ponto mais baixo) de apoio internacional, que se restringe, nesta altura, à monarquia saudita e à extrema-direita norte-americana, tipo Tea Party.
Já no Afeganistão houve um recuo no projetado acordo entre os Estados Unidos e o governo de Hamid Karzai, que possibilitaria o financiamento da presença de militares e conselheiros dos Estados Unidos para além das datas previstas para a retirada das tropas de combate. Os Estados Unidos deveriam investir 4 bi de dólares neste programa no próximo ano. Não se conhecem as razões do recuo de Karzai, mas os debates e as especulações em torno desta questão devem também ocupar a semana.
Na Europa, quarta-feira, 27 é a data para a apresentação pública do acordo entre a CDU da chanceler Angela Merkel, a CSU bávara, que é seu braço à direita, e o SPD, sobre o plano de governo para a formação de nova coalizão. O acordo deve prever o estabelecimento de umsalário mínimo nacional, coisa que tem provocado reações iradas do establishment econômico ortodoxo na Alemanha. Entrementes o Partido Verde anunciou um acordo para formar um governo com a CDU em Hessen, onde uma das alas mais conservadoras deste último partido detém a hegemonia . O anúncio frustra a esperança de um acordo com o SPD e a Linke, e ao mesmo tempo aponta as contradições em que os Verdes estão envolvidos.
Na Ucrânia o governo anunciou um recuo no estabelecimento de um acordo de livre comércio com a União Européia, por pressões da Rússia em torno de um fornecimento de gás para o país, vital para o aquecimento durante o inverno. A decisào já provocou protestos massivos na capital, Kiev, e vao continuar provocando durante a semana.
Na Suíça aguarda-se o resultado de um plebiscito, realizado no domingo, sobre resolução que, se adotada, restringiria a diferença de salário numa empresa a 12 vezes o mais baixo pago. Isto representaria uma queda significativa nas rendas de executivos, por exemplo, na área financeira,
Também neste domingo realizaram-se eleições no Mali, na África, para o Legislativo. Estima-se que o governo venha a obter maioria, mas o resultado final deve demorar.
Na terça-feira, 26, o Parlamento Nacional Português vota o orçamento para o próximo ano, que estabelece novos cortes nos gastos públicos. Esperam-se protestos por parte de organizações de trabalhadores e da oposição.
Na quarta-feira, 27, em Roma, o Parlamento Italiano vota sobre o afastamento de Sílvio Berlusconi de seus quadros. O ex-primeiro ministro e seus partidários vão reagir, já que a cassação é esperada.
Continua a especulação sobre o paradeiro de Henrique Pizzolato, o foragido dentre os condcenados pelo STF brasileiro na ação 470.
Na quinta-feira, 28, o governo da Colômbia e as FARC retomam as negociações de paz, num clima muito promissor.
Em Honduras, contam-se os votos para a eleição presidencial. Xiomara Castro de Zelaya segue sendo a favorita, mas pairam temores de fraude por parte da direita, encastelada no governo.
E uma equipe da ONU visita Fukushima para avaliar as condições da usina depois das recentes chuvas torrenciais.
Benjamin Netanyahu protestou violentamente contra o acordo, mas mesmo o jornal israelense Haaretz aponta em análise de tom editorial que o líder do governo israelense atingiu seu perigeu (ponto mais baixo) de apoio internacional, que se restringe, nesta altura, à monarquia saudita e à extrema-direita norte-americana, tipo Tea Party.
Já no Afeganistão houve um recuo no projetado acordo entre os Estados Unidos e o governo de Hamid Karzai, que possibilitaria o financiamento da presença de militares e conselheiros dos Estados Unidos para além das datas previstas para a retirada das tropas de combate. Os Estados Unidos deveriam investir 4 bi de dólares neste programa no próximo ano. Não se conhecem as razões do recuo de Karzai, mas os debates e as especulações em torno desta questão devem também ocupar a semana.
Na Europa, quarta-feira, 27 é a data para a apresentação pública do acordo entre a CDU da chanceler Angela Merkel, a CSU bávara, que é seu braço à direita, e o SPD, sobre o plano de governo para a formação de nova coalizão. O acordo deve prever o estabelecimento de umsalário mínimo nacional, coisa que tem provocado reações iradas do establishment econômico ortodoxo na Alemanha. Entrementes o Partido Verde anunciou um acordo para formar um governo com a CDU em Hessen, onde uma das alas mais conservadoras deste último partido detém a hegemonia . O anúncio frustra a esperança de um acordo com o SPD e a Linke, e ao mesmo tempo aponta as contradições em que os Verdes estão envolvidos.
Na Ucrânia o governo anunciou um recuo no estabelecimento de um acordo de livre comércio com a União Européia, por pressões da Rússia em torno de um fornecimento de gás para o país, vital para o aquecimento durante o inverno. A decisào já provocou protestos massivos na capital, Kiev, e vao continuar provocando durante a semana.
Na Suíça aguarda-se o resultado de um plebiscito, realizado no domingo, sobre resolução que, se adotada, restringiria a diferença de salário numa empresa a 12 vezes o mais baixo pago. Isto representaria uma queda significativa nas rendas de executivos, por exemplo, na área financeira,
Também neste domingo realizaram-se eleições no Mali, na África, para o Legislativo. Estima-se que o governo venha a obter maioria, mas o resultado final deve demorar.
Na terça-feira, 26, o Parlamento Nacional Português vota o orçamento para o próximo ano, que estabelece novos cortes nos gastos públicos. Esperam-se protestos por parte de organizações de trabalhadores e da oposição.
Na quarta-feira, 27, em Roma, o Parlamento Italiano vota sobre o afastamento de Sílvio Berlusconi de seus quadros. O ex-primeiro ministro e seus partidários vão reagir, já que a cassação é esperada.
Continua a especulação sobre o paradeiro de Henrique Pizzolato, o foragido dentre os condcenados pelo STF brasileiro na ação 470.
Na quinta-feira, 28, o governo da Colômbia e as FARC retomam as negociações de paz, num clima muito promissor.
Em Honduras, contam-se os votos para a eleição presidencial. Xiomara Castro de Zelaya segue sendo a favorita, mas pairam temores de fraude por parte da direita, encastelada no governo.
E uma equipe da ONU visita Fukushima para avaliar as condições da usina depois das recentes chuvas torrenciais.

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