Brasil e Peru intensificam parcerias
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última modificação
11/11/2013 13:57
Presidenta Dilma Rousseff está no país andino em visita oficial, para reuniões estratégicas
“O Brasil vai colocar à disposição do Peru uma série de experiências na área social para que experiências bem sucedidas aqui também possam ser reproduzidas lá, e para que possamos aprender um pouco da experiência peruana nessa área”, destacou Simões.
Segundo Miguel Vega Alvear, presidente da Câmara Binacional de Comércio e Integração Peru Brasil (Capebras), o mundo espera dos dois países uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que ele classifica como a “zona mais sensível do planeta”.
“É uma aliança estratégica de desenvolvimento que envolve aspectos do governo no âmbito social, no âmbito econômico, no âmbito turístico, no âmbito energético. (…) Essa é uma tarefa que nos faz pensar que teremos trabalho para várias décadas, e serão as pessoas mais pobres, do interior, que terão as melhores oportunidades de trabalho”, disse.
Dez anos da aliança estratégica
A visita oficial da presidenta Dilma Rousseff marca os dez anos da Aliança Estratégica Brasil-Peru, que começou em 2003. O Foro Empresarial Brasil-Peru, que reunirá 400 empresários dos dois países, vai debater o comércio bilateral. Este ano, entre os meses de janeiro e setembro, o valor obtido foi de US$ 2,9 bilhões, aumento de 8,8% em relação a 2012.
“É uma aliança estratégica de desenvolvimento que envolve aspectos do governo no âmbito social, no âmbito econômico, no âmbito turístico, no âmbito energético. Sem dúvida que se trata de um projeto de grande envergadura”, afirma Alvear.
Entre os países da América do Sul, o Peru é o terceiro maior destino dos investimentos brasileiros, com estoque de US$ 1,9 bilhão. No Acordo de Complementação Econômica nº 58, entre o Mercosul e o Peru, o Brasil já concede ao Peru 100% de preferências tarifárias para mais de 6,5 mil produtos.
Em 2013, o Peru deverá conceder o mesmo benefício ao Brasil para 687 desses produtos. Já em 2014, serão concedidos para outros 5.464 produtos, alcançando a totalidade em 2019, quando 100% dos mais de 6,5 produtos do acordo estarão livres de imposto de importação.
Para Alvear, o foro ajudará a planejar uma nova agenda de cooperação entre os dois países. “A nova agenda até adiante já não é uma agenda de 10 anos, mas estamos com tarefas que visam uma perspectiva de 20, 30 anos, que são políticas de Estado, porque temos que conseguir para a Amazônia um desenvolvimento sustentável, inteligente, e que deve ser compartilhado conosco, os vizinhos amazônicos”, afirmou.
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